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KUWUKA JDA Capacita Activistas Comunitários sobre Monitoria de Planos de Gestão Ambiental e de Desenvolvimento Social nas Áreas Afectadas Pela Indústria Extractiva

Activistas comunitários, membros do Fórum de Coordenação das Organizações da Sociedade Civil sobre Indústria Extractiva em Moatize (FOCIEMO), beneficiaram de uma capacitação sobre Monitoria de Planos de Gestão Ambiental e de Desenvolvimento Social; promovida pela KUWUKA JDA nos dias 18 a 20 de Dezembro. Oriundos das comunidades de Benga, Mualadzi, Capanga, 25 de Setembro, Cateme, Catete e Cahora Bassa, num total de 38 activistas, dos quais 25 do sexo feminino (65%) e 13 do sexo masculino (35%); foram dotados de capacidades para a monitoria da implementação dos planos de gestão ambiental e de desenvolvimento social, esta última no âmbito da Política de Responsabilidade Social Corporativa no sector extractivo. Lembrar que o distrito de Moatize enfrenta vários desafios na implementação de planos acima referidos, aliados aos variados impactos adversos ambientais, económicos e sociais, resultantes da exploração do carvão mineral.
No workshop foram ministradas matérias sobre procedimentos de Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) e do Processo de Monitoria Ambiental, com ênfase para o processo participativo na elaboração de planos de responsabilidade social empresarial e acordos de desenvolvimento comunitário, conforme reza a Política de Responsabilidade Social Corporativa no sector da Indústria Extractiva. No último dia os activistas, iniciaram o processo de elaboração de um plano de engajamento com as empresas e o governo, visando a monitoria conjunta da implementação dos planos de responsabilidade social das empresas mineiras no distrito.
“O treinamento foi um grande aprendizado, sentimo-nos informados e preparados para exigir a nossa participação e das comunidades no âmbito de elaboração e implementação dos planos de gestão ambiental e de responsabilidade social empresarial das empresas mineiras nas nossas comunidades. Os acordos de desenvolvimento local devem reflectir os nossos anseios” – referiu um dos participantes.
Dos vários impactos ambientais e sociais, os participantes destacaram a poluição do ar, com poeiras, ruídos e vibrações resultantes de explosão de dinamites na exploração do carvão mineral, especificamente nas comunidades de Nhatchere; Capanga; Bagamoyo; Liberdade, 1° de Maio, Benga e Catete.
Os activistas referiram ainda que a comunidade é excluída do processo de elaboração e implementação de planos de responsabilidade social, o que dificulta a sua monitoria. No tocante a gestão ambiental a comunidade não esta devidamente informada. Para os activistas os investimentos sociais em curso, não tem tido impacto positivo, porque não representam as aspirações das comunidades afectadas, devido ao carácter exclusivo na sua elaboração.
Os activistas estão esperançados de que com a capacitação serão capazes de influenciar as empresas mineiras a implementarem planos de gestão ambiental com eficiência, bem como envolver as comunidades no processo de planificação dos projectos sociais.